Uma sede de farmacêutica de 470 m² em Carnaxide

699.Carnaxide Offices · Escritórios — fit-out · Carnaxide, Lisboa · Construído

O projecto

A sede portuguesa de uma farmacêutica, publicada sem o nome: vinte espaços num piso, com a arquitectura, a engenharia e a construção sob a nossa responsabilidade. Metade das fotografias é da obra a decorrer; a outra metade, da última noite antes da entrega.

Do que fomos responsáveis

Arquitectura e construção, do desenho à entrega: um piso, vinte espaços listados, 470 m² — um workspace aberto de 158 m² desenhado para trinta e oito secretárias, sete salas de reunião, recepção, sala de refeições, sala de informática e os núcleos de instalações sanitárias. A arquitectura, a electricidade, a segurança contra incêndio, o AVAC, as águas e esgotos e a sinalética foram todos coordenados entre si antes de a obra começar; as telas finais de electricidade saíram em Agosto de 2024.

Quem construiu

A WALLNUT foi responsável pelo projecto e pela obra, sob um só contrato: uma equipa respondeu pelos desenhos, pelo estaleiro e pela entrega.

O que isto não inclui

O edifício não é nosso: a envolvente, a estrutura, o núcleo e as centrais ficaram fora deste contrato. Duas peças foram desenhadas por especialistas externos sobre o nosso conjunto e por nós coordenadas — o cálculo luminotécnico e a cablagem de comando da gestão técnica. As paredes divisórias, a carpintaria e o mobiliário foram fornecidos e instalados pela Silogia, nossa parceira nesta obra. A área indicada é a soma dos vinte espaços listados no quadro de SCIE, cruzada com a planta de arquitectura; é a área que esses documentos registam, e não um levantamento da obra acabada. Duas fotografias foram editadas para ocultar marcas que identificam o cliente e a morada: nada se acrescentou, nenhum acabamento se alterou, e a luz é a que estava lá.

Factos verificados

  • Área constante do quadro de SCIE
    470 m²
  • Workspace aberto, trinta e oito secretárias
    158 m²
  • Circulação
    82 m²
  • Recepção
    52 m²
  • Sala de refeições
    42 m²
  • Maior sala de reunião
    26 m²
  • Fotografias nesta página
    12 seis da obra entre Fevereiro e Junho de 2024 e seis da noite antes da entrega, cada uma ligada ao seu original por data EXIF — ver docs/699-fotografias-datadas.md

Ficha técnica

  • Arquitectura
    WALLNUT
  • Especialidades
    WALLNUT
  • Construção
    WALLNUT
  • Fornecimento e montagem
    Silogia paredes divisórias, carpintaria e mobiliário

Imagens

Sala de reunião fechada por uma única parede de vidro curvo em caixilho de carvalho claro, com a planta inteira visível do exterior: secretária, ecrã, mesa redonda e quatro cadeiras, com um candeeiro linear dentro e um anel ao fundo.
A curva repete-se em todo o piso — no vidro, na carpintaria e no tecto — e é a razão por que a planta quase não tem cantos.
O workspace aberto de noite, visto a toda a extensão: secretárias brancas aos pares atrás de floreiras baixas em madeira densamente plantadas, cadeiras pretas, monitores apagados, e dois anéis de iluminação linear suspensa contra um pilar de betão à vista.
A noite antes da entrega. O workspace de 158 m², desenhado para trinta e oito secretárias, pronto antes de o cliente entrar.
Sala de refeições com mesas redondas brancas e cadeiras moldadas azul-claras sobre pavimento cerâmico cinzento, uma copa branca e azul-escura ao fundo, e uma grande luminária em anel preta ao lado de um pilar de betão à vista.
A sala de refeições de 42 m². O pilar de betão ficou à vista, com as marcas de marcação e tudo, e o anel de iluminação passa-lhe ao lado em vez de o contornar.
Uma parede azul-cobalto em ripado vertical, iluminada de lado para que cada nervura projecte a sua sombra, com uma kentia alta e uma floreira baixa de folhagem variada à frente.
A única cor saturada do piso, e é ela que segura a recepção inteira.
Corredor entre duas filas de salas de reunião em vidro transparente com caixilharia de carvalho, com um painel de reserva iluminado ao lado de cada porta, alcatifa cinzenta texturada, e uma parede envidraçada escura a fechar a vista ao fundo.
Sete salas de reunião abrem para este corredor. Manter as divisórias em vidro transparente do chão à travessa é o que deixa a luz do fundo chegar ao meio da planta, que não tem fachada própria.
O edifício de escritórios visto da rua, de noite, com o brise-soleil horizontal escuro contra o céu e um piso aceso por dentro: filas de cadeiras vazias, secretárias e salas envidraçadas visíveis através do envidraçado.
A fachada na véspera da entrega, com o piso já fechado e limpo.
Uma divisória curva estruturada em perfis de aço, vista ao longo da curva, com as instalações à vista no tecto por cima.
7 de Março. A curva, em perfis de aço. É este o momento em que ela passa a existir: uma parede curva é um trabalho de marcação antes de ser um trabalho de pladur, e marca-se no chão com um cordel e um raio.
A mesma divisória curva, agora placada e a erguer-se livre num piso aberto, com tubagem vermelha de sprinklers por cima.
No mesmo dia, placada. Ergue-se livre no piso aberto, que é o único momento em que alguém a vê como objecto em vez de parede.
A parede curva acabada em estuque branco, com um corredor de vãos emoldurados a passar ao lado.
4 de Junho, a mesma parede. Três meses dos perfis de aço até aqui, e o raio é o que foi marcado no chão em Março.
Condutas de AVAC isoladas a correr num tecto aberto, com cablagem descida e um escadote encostado a uma divisória.
4 de Junho. O tecto ainda aberto. Tudo acima da linha — ar, águas, incêndio, energia, dados — foi desenhado no mesmo escritório que a parede debaixo dele, e coordenado antes de qualquer coisa ser encomendada.
A estrutura do bastidor por montar, no meio da sala que o vai receber, com as portas de lamelas encostadas ao lado; o electricista está junto à parede a ver o espaço que sobra à volta.
24 de Junho, a três semanas do fim. O bastidor ainda por montar, e o electricista a ver o espaço que sobra à volta dele — é isso que decide se a sala serve.
Um homem a marcar numa parede de betão à vista a partir de um desenho, com dois trabalhadores de colete refletor na laje vazia atrás dele.
21 de Fevereiro de 2024. A marcação, à mão, sobre betão à vista. Nada neste piso existia ainda a não ser a laje, os pilares e o desenho que ele tem na outra mão.

Outras obras

Nota de leitura

Nesta página, 12 fotografias da obra. Não se publica o cliente nem a rua. Não se publicam custos, preços nem margens.

Mais do nosso trabalho

Todos os projectos aqui são escritos da mesma maneira: do que fomos responsáveis, do que não fomos, e as medições por trás das duas coisas.

Tem um edifício para adaptar?

Esta foi nossa de ponta a ponta — desenhos, estaleiro e entrega. Diga-nos onde é o seu, que área tem por alto, e para quando precisa dele a funcionar.